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Postagens

Amena

Quando a previsão do tempo diz q a temperatura vai estar "amena", em Curitiba significa que você vai ficar tirando e colocando o casaco o dia inteiro.

Frescobol

Já dizia minha professora da faculdade, Sílvia Soter, que a relação professor/aluno funciona como um jogo de frescobol. Não é pra ter perdedor, mas precisa haver presença e prontidão pra jogar o que foi estabelecido. Penso que essa relação é mesmo uma troca, sem intenção de massacre ou abuso de autoridade. Cada um precisa estar equipado com suas raquetes (aulas preparadas, materiais). Se eu passo uma atividade e o aluno não realiza, ele deixa a bola cair, o mesmo acontece se ele não está prestando atenção ou não traz o q foi pedido. Vontade de largar a raquete na areia e me jogar no mar.

Você é adulta?

Duas crianças de cinco anos me perguntaram recentemente: "Tia Lívia, você é adulta?" Encaro isso como o melhor dos elogios vindo de uma criança. Significa que pra ela não existe diferença entre nós, falamos a mesma linguagem e nos entendemos. Acho até que elas ficam meio chocadas quando eu digo "Infelizmente sim". Bem, eu entendo isso, mas pode ser que queira dizer que eu tenho um parafuso a menos.

Classificações

Quem classificou "A grande aposta" como comédia e "50 tons de cinza" como romance na Netflix, não faz ideia do que é rir ou do que é amar.

Coitada

"Mãe, senta aqui pra você assistir comigo o insta dos meninos* em Las Vegas" (*meninos = Backstreet Boys) Ela se senta e comenta: "Nick tá gordo, né? Kevin e Howie não mudaram nada. Cadê AJ? A voz do Brian melhorou?" SABE TODOS OS NOMES, COITADA.

Louro José envelhecido

Na sala dos professores eu contava: "Esses dias sonhei que Louro José estava envelhecido, acabado de velho". Uma colega disse "Eu nunca vi a cara dele, não sei como ele é". Respondi "Eu também não, eu sonhei com o fantoche. Eu, com 30 anos, sonhei com o fantoche do Louro José e ele estava velho".

Morrer na sexta

Às vezes penso que se eu morresse numa sexta a noite em casa, minha falta só seria sentida no trabalho na segunda. Pensava isso enquanto voltava de viagem para casa. Pensava que lá no Rio eu deixei os meus, mas que aqui eu não tinha para quem voltar (por morar sozinha). Não tinha uma viva alma que pudesse me buscar no aeroporto no horário que eu chegava, o q resultou em um percurso revoltante de 3 horas e 4 ônibus para chegar do aeroporto em minha casa. Eu amo buscar as pesso as no aeroporto. Eu gosto de colocar o carro no estacionamento, chegar antes e descer pra esperar. Quero que quando a pessoa saia da restituição de bagagem, ela possa ver um rosto familiar. Ninguém nunca fez isso comigo. As pessoas me buscam às vezes, mas quem seria o louco de chegar antes e pagar estacionamento? (Só eu). Mas acontece comigo uma coisa engraçada, apesar de não ter ninguém para me buscar, Curitiba me traz essa sensação de pertencimento com seu vento gélido estranhamente familiar. Enquanto eu seguia ...