Como público, eu decido o que eu gosto ou não, porém não decido o que é arte ou não.
Sobre a exposição polêmica patrocinada pelo Santander, ela cumpriu seu papel comigo. Me incomodou, me fez relembrar que o ser humano é capaz de coisas horríveis e de que ele sempre vai tentar transformar suas maiores misérias em aceitáveis. E que pra mim, Lívia, esse discurso de "qualquer forma de amor vale a pena" tem limites que sempre deverão existir. De que não tem artista que consiga "embelezar" o pior do ser humano. E de que aquela arte ali é muito feia e EU não gosto, nem queria que existisse. Mas existe, assim como a miséria humana exposta ali.
Não quer ver a exposição, não vá. Assim como não quer ver um filme, não assista. A feiúra humana não deixará de existir e a arte ruim ou feia (conforme seu gosto) também continuará existindo.
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