Hoje um aluno estava com um comportamento diferente, o chamei e perguntei o que tinha acontecido. Ele disse que estava triste porque o pai dele disse que não queria mais vê-lo. Aquilo me doeu. Como pode alguém dizer isso a uma criança? Aí eu pensei, eu nunca ouvi isso com essas palavras, mas foi o que me aconteceu. Porém no meio dessa ausência que é muito dolorosa (e nunca deixa de ser, quer você tenha 1 ano - como eu tinha, quer você tenha 11 - como esse aluno tem, quer você tenha 31 - como eu tenho agora). Após compartilhar com ele um pouco sobre a minha vida, lembrei que eu conheci a mãe dele no mês passado e ela é incrivelmente dedicada. Falei pra ele: "Você sabe que sua mãe te ama muito? Vocês se dão bem, certo?", ele disse que sim. Então eu disse a ele que eu e ele temos muita sorte, porque nossas mães nos amam muito e fazem isso de um jeito que nós conseguimos sentir. Sugeri a ele que no domingo ele escrevesse uma carta pra ela de dia das mães, ele disse que não. Eu falei "Você não gosta de escrever?", ele disse que não iria esperar até domingo e falou "vou escrever agora e vou fazer um desenho". Ele disse com um sorriso no rosto. Não, minha mãe nunca pôde e nem nunca quis substituir meu pai, mas certamente ela me faz ver com seu amor enorme o quanto eu tenho sorte. Foram muitas cartinhas que ela recebeu (com os melhores adesivos, glitter e lantejoulas), muitos beijinhos e muitos abraços, coisas que parecem ter pouco valor, mas que a ausência nunca recebe.Feliz dia das mães para a minha mamãe.
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